
Adaptações desse mundo fantástico e maravilhoso dos quadrinhos ao longo dos anos, infelizmente, se têm provado desinteressantes e até frustrantes, salvo raras exceções. Depois de tantos fracassos e idéias mal apresentadas, será que a SEGA conseguiu criar um bom título? Gostaríamos muito de dizer que sim, mas a verdade é que este é mais uma inevitável adaptação de um filme para videogame que falhou.
Iron Man coloca o jogador na pele de Tony Stark, um multimilionário responsável pela criação de uma armadura indestrutível. Após ser capturado por terroristas que pretendem usar esta armadura e armas, Stark decide usar sua criação para escapar e mais tarde defender a sua empresa e o mundo.
Para todos aqueles que desejam expandir a diversão além do filme, devemos avisar que um dos grandes problemas do jogo é a jogabilidade. Adaptada de uma maneira que apenas pode ser encarada como, a única possível, no entanto não deixa de ser difícil de dominar e só mesmo com muito treino se consegue melhor controle sobre o jogo. O analógico é usado para mover o personagem, os direcionais servem para alternar entre as armas, o L e o R servem para levantar vôo ou voar e disparar, respectivamente, enquanto que os outros botões servem para controlar a câmera. Será preciso muito tempo para se habituar a todo o esquema de controle e mesmo após algumas horas ainda corre-se o risco de não conseguir trocar de arma ou mover a câmera para o lado certo. Isto acaba se tornando especialmente chato quando chega a hora de enfrentar vários inimigos e aperta o botão errado porque ainda não assimilou os botões, mesmo quando já estamos na quarta ou quinta missão.
Outro fator que em nada ajuda o jogo, é a elevada repetição dos mesmos objetivos. Basicamente, o jogador deve ir de um ponto a outro, derrotando pelo caminho os inimigos e cumprindo supostos objetivos secundários, que em nada o são porque simplesmente se colocam no caminho e nem é preciso procurá-los. Isto devido aos níveis demasiadamente lineares, apesar de muitas vezes o jogo dar uma falsa sensação de liberdade.
Num jogo com tão pouca inspiração e pouco interessante, nem mesmo o visual consegue ficar acima da média. Mesmo se tratando de uma versão para PlayStation 2, já vimos títulos bem melhores neste console, acabando que as armaduras acabam sendo o melhor aspecto do jogo, em contraste com os níveis pouco detalhados e altamente repetitivos. Estes fatores acabam afetando negativamente a longevidade pois a difícil jogabilidade, a constante repetição das mesmas ações e as fases lineares acabam rapidamente retirando qualquer prazer em jogar.
Iron Man apenas pode ser sugerido aos fãs mais fervorosos dos quadrinhos. Talvez por força do próprio protagonista o jogo acabe limitado, a verdade é que falha em todos os aspectos.
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